segunda-feira, 15 de dezembro de 2014
quinta-feira, 20 de novembro de 2014
Formação Política "Realidade Brasileira"
Teremos alojamento para os 2 dias de encontro, os organizadores orçaram a alimentação no valor de R$ 15,00. Valor este que está sendo cobrado daqueles que escolherem ter a alimentação garantida pelo evento, o valor poderá ser depositado na conta:
Ana Cristina M Oliveira
Bradesco
Agência: 0713-7
Conta Corrente: 0500474-8
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
sexta-feira, 15 de julho de 2011
Teses de Construção da RECC - 2008-2010
PREFÁCIO
Por Rede Estudantil Classista e Combativa
segunda-feira, 28 de março de 2011
sábado, 26 de março de 2011
segunda-feira, 7 de março de 2011
sábado, 26 de fevereiro de 2011
sábado, 12 de fevereiro de 2011
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
O Maio de 68 na França e a importância das organizações de base

segunda-feira, 30 de agosto de 2010
A Análise de Conjuntura como Instrumento*

Premissas da análise de conjuntura
Segundo temos exposto e discutido, a análise de conjuntura repousa sobre as seguintes premissas:
I
a) a realidade histórico-social é complexa, mas pode ser conhecida;
b) a complexidade da realidade histórico-social inclui seu caráter conflitivo;
c) a conflitividade do histórico-social supõe mudança e desenvolvimento;
d) o conhecimento do histórico-social é necessário para seu desenvolvimento e mudança e;
e) a inserção política do conhecimento, o torna uma força material.
II
a) o caráter conflitual, contraditório, do histórico-social se concentra na luta de classes;
b) para toda sociedade de classes, o espaço político, instancia de realização do conflito antagônico de classes, é um espaço de luta e conflito;
c) a luta e conflito políticos devem ser entendidos sob a forma de pontos de contato (integração, aliança, combate) ou articulação de forças sociais na cena política em relação a estrutura política;
d) a organização capitalista da vida, por não permitir a realização-apropriação do ser humano (enquanto torna impossível uma existência humana), exige sua transformação e a materialização de um projeto alternativo de existência, e
e) a análise de conjuntura se insere como um instrumento teórico e prático deste projeto alternativo que é basicamente um projeto popular, nacional, socialista e democrático da vida.
Objeto da análise de conjuntura
O objeto específico da analise de conjuntura são as correlações de forças sociais, tais como elas se expressam na instância ou nível político de uma formação econômico-social.
Por forças sociais se entende aqui a expressão das classes sociais no nível político. O estudo e conhecimento das expressões da luta de classes nos níveis econômico-social e cultural são condições da análise de conjuntura, mas não constituem seu objeto específico.
Para entender e conhecer seu objeto, a análise de conjuntura se situa na perspectiva do materialismo histórico e particularmente utiliza suas categorias de modo de produção, formação econômico-social, estrutura do capitalismo dependente, situação social e conjuntura social, Estado como ditadura de classe, formas de dominação e forças sociais.
Para se constituir efetivamente como um instrumento de inserção política e contribuir para o desenvolvimento do movimento popular em seu processo de libertação, a análise de conjuntura supõe o manejo pormenorizado da história específica (econômico-social, política e cultural) da formação social cuja instância política é objeto da análise. Neste campo, o materialismo é um princípio de conhecimento (um princípio de ordem e sentido), mas não desloca nem substitui o quadro vivo que configura a história especifica de cada sociedade.
Objetivos da análise de conjuntura
Os objetivos gerais da análise de conjuntura são:
a) determinar a situação atual das forças sociais no campo da política;
b) determinar, a partir do estudo da situação atual, as tendências de desenvolvimento das forças que constituem o campo da política;
c) mostrar as distintas alternativas que podem oferecer as tendências em seu desenvolvimento e
d) definir tarefas políticas específicas no interior das determinações conjunturais.
Os objetivos específicos da análise são:
a) determinar o caráter da situação política que vive a formação social e datar seu início apoiando-se em acontecimentos significativos;
b) caracterizar o conflito e o problema fundamental que define a cena política num momento determinado;
c) colocar em relação esse problema fundamental com a estrutura política e com a confrontação atual das diversas forças políticas;
d) caracterizar o ator ou atores principais do problema fundamental, o cenário ou cenários em que se expressam, suas formas de articulação atuais e suas possibilidades de desenvolvimento;
e) caracterizar a relação entre os atores principais do problema fundamental em termos de domínio (força potencial e real, disposição ofensiva ou defensiva, controle, etc.) e suas alternativas de desenvolvimento (como o setor mais forte consolida ou acrescenta ou vê diminuído seu poder, como o setor mais fraco diminui sua precariedade relativa ou se enfraquece mais ainda, etc.)
f) determinar e caracterizar as possibilidades de alianças políticas dos atores principais e seus efeitos possíveis sobre o quadro geral e o desenvolvimento de suas tendências;
g) determinar exaustivamente a situação política dos diversos setores sociais que configuram o povo em referência ao projeto estratégico revolucionário e
h) determinar níveis de ação política: nacional, regional, local, orgânicos, seus meios de realização, suas metas e sua articulação com o desenvolvimento político fundamental.
Finalidade da análise de conjuntura
A análise de conjuntura se propõe a contribuir, como instrumento de conhecimento e de direção, à configuração do povo como força social alternativa dentro do sistema capitalista dependente, isso quer dizer, a sua conformação como força política que busca desde seus próprios valores a transformação do estado atual de vida e a materialização histórica de uma sociedade digna para todos os seres humanos.
Para alcançar este propósito, a análise de conjuntura deve atingir em sua forma e conteúdo, a categoria de um ativador, organizador e mobilizador material dos diversos setores do povo.
Por isso a análise de conjuntura toma forma de um diagnóstico responsável, elaborado e discutido por equipes de trabalho, fundado em um projeto nacional de libertação popular e, consequentemente, a de um indicador de vias de ação e de tarefas possíveis e necessárias para este projeto.
Para constituir-se como um efetivo instrumento de ação política, a análise de conjuntura evita sistematicamente, em sua produção e em sua forma e conteúdo, o subjetivismo, a unilateralidade e a superficialidade. Em sua apresentação, e como instrumento de educação popular, o informe de análise de conjuntura evita o dogmatismo, a manipulação, a solenidade oca e a criptografia.
Por dogmatismo se entende a apresentação da realidade histórica mediante fórmulas não explicadas ou insuficientemente explicadas. A manipulação consiste na orquestração de informação com o propósito de criar efeitos comunicativos que não procedem rigorosamente do material objetivo. A solenidade oca substitui um estilo rigoroso e direto por palavrório inflado e rebuscado, alusivo e metafórico, que busca disfarçar a ignorância ou imperícia com a pompa. A criptografia consiste em velar a comunicação por trás de uma linguagem que se pretende técnica e científica, mas que resulta própria dos iniciados.
Ao contrário, em sua elaboração e apresentação, a análise de conjuntura cultiva a discussão responsável, informada, objetiva, multilateral, rigorosa e criativa. Sua apresentação final deve contribuir sempre para a educação e integração política dos setores do povo.
Bases humanas da análise de conjuntura
Base material da análise de conjuntura
As necessidade materiais básicas da análise de conjuntura respondem aos requerimentos que permitem alcançar suas objetivos mínimos:
a) Uma biblioteca básica, organizada em seções de teoria e história:
1. Teoria: textos fundamentais do materialismo histórico; análise da organização capitalista da produção; análise do capitalismo dependente; estudos específicos sobre a economia, a política e a cultura sob o domínio da organização capitalista da vida;
2. História: estudos sobre a história do país (se possível a partir da perspectiva da luta de classes); estudos sobre a economia, política e cultura do país; estudos sobre o movimento operário do país; sobre o movimento camponês, sobre o movimento comunitário, organizações de mulheres e de jovens; sobre a organização e luta dos trabalhadores da América Latina; sobre experiências revolucionárias latino-americanas; sobre a participação de cristãos em processos revolucionários; sobre as ações do imperialismo na América Latina.
b) Uma seção de arquivos e pastas:
1. Um arquivo de informações da imprensa diária, com material identificado, classificado e organizado em seções e períodos: economia (janeiro 1 – janeiro 15); sociedade (janeiro 1 – janeiro 15); política (igual); cultura (igual).
Segundo a capacidade de trabalho, se fazem possíveis subseções: classes dominantes/ setores dominados; nacional/internacional; aparato administrativo do Estado/ aparato repressivo do Estado, etc.
2. Um arquivo de imprensa periódica não diária (semanários, revistas) e panfletos, com material identificado, classificado e organizado (se necessário, resumido).
3. Um arquivo de tabelas e estatísticas básicas (economia, política, movimentos sociais, etc.).
4. Um arquivo de documentos políticos atuais, lançados por partidos, governos, organismos internacionais, classificados tematicamente, e se necessário, resumidos.
O material de arquivo, organizado sem pausa, deve ser periodicamente analisado. Dando origem assim a informes parciais, de síntese, que mostram já traços analíticos (periodicidade: a cada 15 dias, cada mês).
Ele possibilita:
5) Uma pasta de informes parciais, cuja discussão regular, fundamenta a análise de conjuntura; podem estar organizados por cenários ou atores políticos; também por projetos estratégicos.
6) Um arquivo de análise de conjuntura, que recolhe os informes emanados de análises e que cobre funções de consulta, educação e auto-avaliação.
Reiterada observação óbvia: o trabalho de uma oficina de conjuntura – recolhimento, organização discussão, elaboração de materiais – é permanente.
* Gallardo, Helio. Fundamentos de Formacion Politica – Análisis de Coyuntura (2º edição). Colección Universitaria. Costa Rica: Departamento Ecuménico de Investigaciones, 1990. Pags 95-99.
domingo, 11 de abril de 2010
Semana Nacional Classista e Combativa

Só a luta dialoga!
Quem nunca escutou que o ME deve reclamar menos e propor mais; que devemos ser menos negativos e mais positivos; que não devemos "ser do contra", mas a favor das coisas; que não devemos gritar, mas “cantar”. Tudo isso, afirmam seus defensores, é com a intenção de dialogar com os estudantes, pois o discurso de combate já cansou. Essa atitude concebe as bandeiras e palavras de ordem pela simpatia que elas possam gerar nos estudantes e não por seu real conteúdo político. É a “simpatia” que acaba por determinar quais bandeiras são viáveis e quais não são, ficando a concepção de luta refém desse fetiche compulsório pela simpatia, o simpatismo.
Não imaginamos reclamações que não partam de propostas, por mínimas que sejam. Acreditamos que o que mais dialoga com o estudante é a luta. Quantos de nós não entraram no ME pela primeira vez num momento de luta? Quantos estudantes não foram ganhos para ME devido a alguma luta num determinado período? Companheiros, é a luta que dialoga e que cria o militante estudantil e não bandeiras “simpáticas” e atitudes complacentes. Se na defesa de nossas propostas somos enérgicos e combativamente intransigentes é porque a realidade da injusta sociedade de classes exige isso dos sinceros estudantes comprometidos não só com suas demandas, mas também com a causa do povo.
Entendemos que o abandono do discurso combativo deriva antes de tudo do abandono das práticas classistas e combativas no ME. Do abandono da concepção de um movimento estudantil que reconhece seu caráter proletário e se compromete não só com as demandas específicas dos estudantes, mas também com as lutas e sonhos dos trabalhadores e de todos os oprimidos.
sexta-feira, 9 de abril de 2010
A permanência da crítica ou Coleguismo, doença infantil do ME

Qualquer militante sabe que a crítica política faz parte da luta prática, sendo um momento importante desta. E que toda boa crítica aponta para algum lugar, possui propostas. A permanência da crítica é então necessária para a permanência da luta. Seja essa crítica a que fazemos a nossos inimigos, seja a que fazemos a nós mesmos (autocrítica), seja a que fazemos aos demais companheiros de outras tendências políticas. Contudo, esta última vem sendo mal compreendida por alguns setores do ME.
Alguns companheiros têm reagido de maneira quase histérica às críticas políticas. Isso é preocupante, pois demonstra certa incapacidade de lidar com opiniões diferentes e revela um certo infantilismo, até por companheiros já experientes no ME. Esses companheiros tendem a levar a crítica política para o lado pessoal e na maioria das vezes as rebatem não com outra crítica política, mas com uma auto-defesa sentimentalista e personalista, que desvia o foco da crítica para os indivíduos de um grupo, ao invés de entendê-la como uma crítica as propostas, bandeiras e métodos usados pelo grupo.
A má compreensão da crítica é geralmente seguida de um apelo a que não façam mais essas “coisas”, que “isso é feio”, pois acabaria impossibilitando uma unidade nas lutas. O que essa atitude acaba criando é na verdade um ambiente de “coleguismo” a-crítico e despolitizado, que nada favorece a uma real unidade nas lutas. Unidade esta que deve ser construída a partir de bandeiras e programas e não por mera simpatia.
A esta incapacidade de lidar com maturidade com a necessária crítica política e de negar sua importância, damos o nome de coleguismo. O coleguismo nasce da pequena política (politicagem) e se constitui quase que numa troca de favores, que segue o seguinte raciocínio: você não me critica e eu não critico você. As conseqüências dessa atitude são danosas para o ME, criando um ambiente amorfo, carente de debate político e desprovido de senso crítico. É por isso que o coleguismo além de infantil é uma doença.
Entender as críticas e rebatê-las no nível político é a única maneira de combater essa doença infantil do ME. Pois num movimento onde as críticas são sempre má recebidas e se prefere viver sem elas, estão comprometidos os alicerces de uma verdadeira democracia de base e conseqüentemente o ME fica desprovido do exercício da crítica, tão fundamental para encaminhar luta.







